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Justiça: Padrasto é condenado pelo estupro e morte de bebê em Uberlândia

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Carlos Henrique Gomes Fortunato, de 26 anos, foi condenado a 43 anos de prisão em regime fechado por estuprar e assassinar a enteada Sophia Lauren Lopes Silva em Uberlândia, quando ela tinha sete meses de vida. O crime ocorreu em março do ano passado e o júri popular foi realizado nesta sexta-feira (28) no Salão do Júri do Fórum Abelardo Penna.

O G1 entrou em contato com os advogados do réu para saber se irão recorrer da sentença, porém foi informado que como o processo continua em segredo de justiça nenhuma informação pode ser repassada sobre o mesmo. A Promotoria disse que não irá recorrer.

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Segundo a assessoria de comunicação da comarca de Uberlândia, o padrasto foi condenado por 15 anos pelo estupro de vulnerável e 28 por homicídio triplamente qualificado. O julgamento iniciou por volta das 13h30 e finalizou às 19h40.

Agressões recorrentes

O crime ocorreu no dia 12 de março no Bairro Laranjeiras. A Polícia Militar (PM) informou que a mãe de Sophia tinha saído para trabalhar e a deixou sob os cuidados do padrasto, com 25 anos na época.

Quando a mulher chegou, encontrou o bebê sem roupa, sangrando e a levou imediatamente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sul, no Bairro São Jorge. Porém, a vítima já havia chegado morta ao local. Na época, o padrasto disse à mulher que a criança havia caído, justificando os ferimentos.

Investigações

As investigações da polícia judiciária apontaram que Sophia Lauren deu entrada em uma unidade de saúde em dezembro de 2015 apresentando hematomas pelo corpo. Os funcionários da unidade relataram que orientaram a mãe, Fernanda Lopes, que tinha 21 anos, a procurar a polícia. Contudo, ela não registrou Boletim de Ocorrência (BO) e foi embora antes de ser advertida pela assistente social.

Réu confesso

A Polícia Civil concluiu o inquérito dias após o crime. Durante as oitivas, o autor confessou a agressão ao bebê durante a ausência da mãe. Ele também informou que a violência começou às 8h e terminou por volta das 12h, momento em que ligou para a companheira relatando os sangramentos da vítima.

A delegada responsável pelo inquérito, Gabriela Damasceno, disse que Carlos deu várias cabeçadas que causaram o afundamento de crânio da criança e que ele colocou o rosto de Sophia por mais de 30 minutos debaixo do chuveiro. A ingestão de água acabou resultando em inchaço abdominal.

O padrasto praticou sexo oral por mais meia hora na menina. Em seguida, limpou a enteada e voltou a cometer agressões físicas com socos no abdômen. Por fim, pegou um travesseiro e asfixiou a vítima até que ela parasse de se mexer. Ele não assumiu ter feito sexo anal, embora a menina ter aparentado ferimentos. Posteriormente, laudos confirmaram a violência sexual.

A Polícia Civil também concluiu que a mãe da criança foi omissa por saber os riscos que a filha estava submetida e não ter tomado nenhuma atitude. Carlos chegou a relatar que Fernanda não pediu para uma prima ficar com o bebê, mas pediu diretamente a ele, com a orientação de que não judiasse de Sophia.

A mãe de Sophia responde em liberdade pelos mesmo crimes, incluindo omissão, em processo desmembrado.

Fonte: G1

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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