
Os militares depararam com uma mulher na porta da casa, a qual estava com o portão aberto e ela estava exaltada, com mãos e roupas sujas de sangue. Ao entrar na residência, os policiais depararam com um homem caído no chão, com os braços abertos e com uma perfuração no peito esquerdo. Ele estava segurando um canivete com a mão direita.
A mulher identificada como A.C.S.L, de 23 anos, se debruçou sobre o corpo do homem numa tentativa de reanima-lo, porém, foi afastada pelos policiais que perceberam que ele já não apresentava sinais vitais. Uma ambulância da prefeitura municipal foi acionada, sendo verificado que ele já tinha vindo a óbito.
O local foi totalmente isolado e a perícia técnica da Polícia Civil foi acionada. A mulher relatou que a vítima se chama Edivan Santos de Sá, de 24 anos, e que ela possui dois filhos com ele e que há cerca de um mês eles haviam se separaram.
A.C.S.L contou ainda que já ameaçou a vítima de morte e que chegou a falar com a mãe dele que iria mata-lo. Disse, inclusive, que já se envolveu em ocorrência de esfaqueamento e que na época era ainda menor. Ela conta que estava na esquina do beco Hilário Ribeiro e que o avistou passando na rua conduzindo um VW/Gol em direção à casa dele, local dos fatos.
A mulher foi até lá portando um canivete e que chegar no local chamou pela Edivan, não sendo atendida. Ela então abriu o portão e entrou na garagem da casa e visualizou que a vítima estava com uma bolsa feminina nas mãos, tendo arrombado a porta de vidro da casa, sacou o canivete e entrou com a arma branca nas mãos.
Eles se encontraram no corredor e ela afirmou que ele disse não tinha nada a perder, vindo a pegar a mão dela com o canivete e perfurar o peito dele com a arma branca que ainda estava na mão da mulher. Enquanto estava caído, a mulher perguntou quem era a mulher de uma foto que ela mostrava para ele.
Nesse momento, a vítima foi perdendo a consciência e os sentidos. A.C.S.L relatou que não lembra quem retirou o canivete do peito do homem, se foi ela ou a própria vítima e que não lembra qual mão ele usou para se apunhalar. A mulher disse que a vítima era usuário de droga.
Após a constatação da morte do homem, a mulher ficou bastante calma e por alguns momentos estava descontraída. Na citada bolsa, estava um RG no nome de M.M.R.G, a qual pode ter estado no local e presenciado os fatos.
O perito compareceu ao local e realizou os trabalhos de praxe. O canivete foi apreendido e em seguida o corpo foi liberado para IML de Patos de Minas. A mulher foi presa e conduzida até a sede da 90ª CIA para o registro do fato.














