Trabalho de assessoria é fundamental na vida profissional de muita gente. Tratando-se de assessorias com viés político, essa responsabilidade assume situações por demais interessantes e nem sempre cumpre sua função primordial. Conheci e conheço assessores que possuem uma capacidade enorme de alavancar carreiras políticas, contudo, a maioria não é assim, pois, o compadrio, a tietagem, a politicagem, sobrepõe-se à questão profissional.
Já fui assessor administrativo em administração pública e sei o quanto é complexo lidar com superiores que não admitem recomendações coerentes, não aceitam sugestões para enfrentar a realidade de determinadas realidades cotidianas e terminam fazendo opções equivocadas, mesmo ciente de que não seria o caminho adequado. Quer seja no plano federal, estadual ou municipal, essas questões perpassam pelas administrações públicas.
Felizes são as cidades em que as câmaras municipais não necessitam de uma dúzia ou mais de assessores para cada vereador. Os bons administradores políticos raramente precisam de um batalhão de assessores para defendê-los em redes sociais – uma nova função comissionada – de críticas provenientes da população, digo críticas e não ofensas, injúrias, que isso se resolve é na justiça ou deveria resolver-se judicialmente, com punições de acordo com as atitudes criminosas.
No caso das críticas que são necessárias, percebe-se um discurso uníssono dos assessores que se tornam em acessórios para no lugar de defender, também atacar e na maioria das vezes, igualmente produzir notícias de fazeres políticos de seus chefes já com intuito de prepararem-se para a próxima eleição. Nesse sentido, a bajulação é mais presente, do que um assessoramento administrativo com respeito ao povo e à vida pública. O assessor que chama atenção de seu chefe, corre sério risco de ser demitido, e nesse caso, é melhor assumir uma função de acessório e manter o seu trabalho.










