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Jeremias Brasileiro: Assessores ou acessórios? Uma questão política a pensar

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Trabalho de assessoria é fundamental na vida profissional de muita gente. Tratando-se de assessorias com viés político, essa responsabilidade assume situações por demais interessantes e nem sempre cumpre sua função primordial. Conheci e conheço assessores que possuem uma capacidade enorme de alavancar carreiras políticas, contudo, a maioria não é assim, pois, o compadrio, a tietagem, a politicagem, sobrepõe-se à questão profissional.

Já fui assessor administrativo em administração pública e sei o quanto é complexo lidar com superiores que não admitem recomendações coerentes, não aceitam sugestões para enfrentar a realidade de determinadas realidades cotidianas e terminam fazendo opções equivocadas, mesmo ciente de que não seria o caminho adequado. Quer seja no plano federal, estadual ou municipal, essas questões perpassam pelas administrações públicas.



Felizes são as cidades em que as câmaras municipais não necessitam de uma dúzia ou mais de assessores para cada vereador. Os bons administradores políticos raramente precisam de um batalhão de assessores para defendê-los em redes sociais – uma nova função comissionada – de críticas provenientes da população, digo críticas e não ofensas, injúrias, que isso se resolve é na justiça ou deveria resolver-se judicialmente, com punições de acordo com as atitudes criminosas.

No caso das críticas que são necessárias, percebe-se um discurso uníssono dos assessores que se tornam em acessórios para no lugar de defender, também atacar e na maioria das vezes, igualmente produzir notícias de fazeres políticos de seus chefes já com intuito de prepararem-se para a próxima eleição. Nesse sentido, a bajulação é mais presente, do que um assessoramento administrativo com respeito ao povo e à vida pública. O assessor que chama atenção de seu chefe, corre sério risco de ser demitido, e nesse caso, é melhor assumir uma função  de acessório e manter o seu trabalho.



Jeremias Brasileiro, doutor em História Social pela Universidade Federal de Uberlândia, desenvolve pesquisas sobre cultura afro-brasileira e sua diversidade nas Congadas de Minas Gerais, associando-as com o contexto educacional, em uma perspectiva epistemológica de ancestralidade africana. Um intelectual afro-brasileiro reconhecido na obra de Eduardo de Oliveira: Quem é quem na negritude Brasileira (Ministério da Justiça, 1998), que lista biografias de 500 personalidades negras no Brasil; e na obra de Nei Lopes: Dicionário Literário afro-brasileiro (Rio de Janeiro: Editora Pallas, 2011). Escritor, poeta, com textos de dramaturgia, crônicas, literatura afro-brasileira, possui quase 30 livros publicados e é âncora de diversos documentários e curtas-metragens, bem como personagem e participação artística em outros. É também Comandante Geral da Festa da Congada da cidade de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, desde o ano de 2005 e presidente da Irmandade do Reinado do Rosário de Rio Paranaíba, Alto Paranaíba, Minas Gerais, desde o ano de 2011.

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