
De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima vinha tentando encerrar o relacionamento há cerca de seis meses, mas o suspeito não aceitava o término. Ela relatou comportamento obsessivo, com envio constante de mensagens, perseguição, monitoramento da rotina e presença frequente em locais que ela costumava frequentar.
Segundo a vítima, uma das formas utilizadas pelo agressor para manter contato, mesmo após ser bloqueado, era o envio de transferências via PIX com valores simbólicos, acompanhadas de mensagens na descrição. Em um único dia, ele teria realizado mais de 30 transações desse tipo.
No dia da ocorrência, o homem teria invadido o condomínio, possivelmente com ajuda de terceiros, e abordado a vítima próximo ao elevador. Dentro do espaço, ele iniciou uma tentativa de estrangulamento. Para se defender, a mulher reagiu e conseguiu se desvencilhar, causando escoriações leves no agressor.
Os policiais constataram marcas de agressões na vítima, incluindo escoriações no pescoço, vermelhidão no rosto e hematomas pelo corpo, decorrentes de episódios anteriores. Ela relatou ainda que já havia sido agredida outras vezes, inclusive com perda de consciência após um golpe na cabeça.
O suspeito foi localizado em via pública, dentro de um veículo, nas proximidades do condomínio. Ele negou as agressões e afirmou que o relacionamento era conturbado por ciúmes da vítima.
Durante o atendimento, foi aplicado o protocolo de avaliação de risco, no qual a vítima relatou histórico de violência física e psicológica, incluindo sufocamento, empurrões, puxões de cabelo e ameaças. Ela também informou que o homem faz uso abusivo de álcool e medicamentos e já demonstrou comportamento instável.
Diante dos fatos, o autor foi preso em flagrante pelos crimes de lesão corporal no contexto de violência doméstica e perseguição psicológica, conforme a Lei Maria da Penha, sendo encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Patos de Minas.
O caso segue sob investigação.
Com informações do Patos Hoje









