A família de uma aluna de 5 anos está cobrando esclarecimentos da Escola Municipal Professora Avelina Resende Boaventura após um acidente ocorrido durante o recreio no dia 27 de maio, em Rio Paranaíba.
Segundo os familiares, a criança brincava em uma gangorra quando sofreu um impacto na região do rosto. A escola informou à mãe que havia realizado os primeiros cuidados e que o acidente não apresentava gravidade. Após o ocorrido, a estudante permaneceu na unidade até o fim das aulas e retornou para casa no transporte escolar.
No entanto, ao chegar em casa, a menina já apresentava inchaço no rosto, dores e dificuldade para se alimentar. No dia seguinte, o quadro teria se agravado com aumento do inchaço e surgimento de hematomas na região dos olhos e da face.
Mensagens apresentadas pela família mostram que a mãe comunicou a situação à escola e enviou fotografias da lesão. Posteriormente, a criança foi atendida no Hospital Municipal Dona Maria da Conceição Fantini Valério.
Conforme relatório médico apresentado pela família, a paciente apresentava hematoma importante na hemiface esquerda, dor à palpação, equimose e um nódulo de aproximadamente quatro centímetros. Foram prescritos medicamentos e encaminhamento prioritário para atendimento odontológico.
A família questiona a ausência de encaminhamento médico imediato após o acidente e informou que pretende levar o caso ao Conselho Tutelar.
Em nota, a escola afirmou que o acidente ocorreu de forma involuntária durante atividade supervisionada. Segundo a direção, no momento do fato foram observados apenas sinais leves, sem indícios aparentes de gravidade que justificassem atendimento emergencial.
A instituição informou ainda que manteve contato com a família, orientou a busca por atendimento médico quando percebeu a persistência dos sintomas e auxiliou no transporte para que a criança fosse avaliada por profissionais de saúde. (Confira a nota na íntegra abaixo)
Já a mãe da estudante afirma que o apoio mais efetivo da escola ocorreu apenas após questionamentos feitos pela família. Segundo ela, o objetivo não é criar conflito, mas buscar esclarecimentos e garantir que situações semelhantes não voltem a acontecer.
NOTA DA ESCOLA
A Escola Municipal Professora Avelina Resende Boaventura vem, por meio deste, prestar esclarecimentos acerca do acidente ocorrido com a estudante durante o período de recreação. Inicialmente, lamentamos o ocorrido e manifestamos nossa solidariedade à aluna e seus familiares, desejando sua plena recuperação. Conforme relatado pelos profissionais que acompanhavam as atividades, o acidente ocorreu de forma involuntária durante a utilização de uma gangorra no parque da escola.
Em determinado momento, a própria estudante desceu repentinamente do brinquedo. Em razão do peso da outra criança que permanecia na gangorra, a extremidade próxima à estudante elevou-se rapidamente, atingindo a região de seu rosto. Imediatamente após o ocorrido, a equipe escolar prestou toda a assistência possível no ambiente escolar, realizando acolhimento, observação e acompanhamento da aluna. Na avaliação realizada naquele momento, foi constatada vermelhidão na região atingida, sem sinais aparentes que indicassem gravidade ou necessidade de encaminhamento médico emergencial.
A mãe da estudante foi comunicada pela equipe escolar sobre o acidente ocorrido, sendo informada acerca dos fatos e das condições observadas na criança naquele momento. No dia seguinte ao ocorrido, a estudante não compareceu à escola. Na mesma data, a mãe entrou em contato com a instituição solicitando informações sobre o acidente. A secretária da escola repassou as informações recebidas da professora responsável pelo acompanhamento da turma, esclarecendo novamente as circunstâncias do ocorrido.
Durante a conversa, a mãe informou que já havia conversado anteriormente com a professora sobre o fato, não apresentando outras demandas naquele momento. Posteriormente, quando a estudante retornou às atividades escolares, a equipe observou que a região atingida permanecia inchada, com hematoma visível e um volume elevado na face. Diante dessa situação, mesmo não tendo sido identificados sinais de maior gravidade no momento do acidente, a escola entrou novamente em contato com a mãe para orientá-la quanto à importância de procurar atendimento médico para uma avaliação mais detalhada da criança.
Na ocasião, a mãe informou à escola que encontrava dificuldades para realizar o deslocamento até a cidade, em razão de residir em propriedade rural e não possuir meios próprios de transporte. Sensibilizada com a situação e visando garantir o atendimento da estudante, a escola buscou apoio junto à Secretaria Municipal responsável pelo transporte, obtendo autorização para que mãe e filha utilizassem o transporte escolar para o deslocamento até a unidade de saúde. Além disso, a equipe escolar realizou contato prévio com a unidade de atendimento, solicitando atenção à situação da estudante, de modo a facilitar e agilizar os procedimentos necessários, considerando as dificuldades de deslocamento enfrentadas pela família.
A escola também colocou suas dependências à disposição da mãe durante o período de espera entre consultas, exames e retorno do transporte, oferecendo acolhimento e apoio enquanto permanecesse na cidade. Importante destacar que todas essas orientações, contatos e providências encontram-se registradas por meio de mensagens trocadas entre a escola e a família, demonstrando o acompanhamento contínuo da situação e o compromisso da instituição com o bem-estar da estudante. Esclarecemos ainda que as atividades recreativas estavam sendo acompanhadas por profissionais da instituição.
O acidente ocorreu de forma repentina e involuntária durante a utilização do brinquedo, não decorrendo de ausência de supervisão ou de qualquer conduta intencional por parte de terceiros. A escola reafirma seu compromisso com a proteção integral dos estudantes, em conformidade com o artigo 53 do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990), que assegura às crianças e adolescentes o direito à educação em ambiente seguro e adequado ao seu desenvolvimento.
Ressaltamos que a instituição adotou as medidas compatíveis com as condições observadas no momento do ocorrido e manteve acompanhamento posterior da situação, oferecendo orientações e apoio à família sempre que necessário. Embora acidentes possam ocorrer em ambientes escolares, a escola permaneceu atenta e disponível para colaborar com a estudante e seus responsáveis em todas as etapas posteriores ao incidente.
A Escola Municipal Professora Avelina Resende Boaventura permanece à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais e reforça seu compromisso com a segurança, o cuidado e o bem-estar de todos os estudantes. Atenciosamente,
Direção
Escolar Escola Municipal Professora Avelina Resende Boaventura
05 de junho de 2026.









