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Casal que estrangulou mulher e abandonou corpo em lixão é indiciado 16 anos depois do crime em Patos de Minas

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Inquérito que investigava assassinato em Patos de Minas é concluído 16 anos — Foto: Polícia Civil/Divulgação

A Polícia Civil indiciou um casal pelo homicídio de uma mulher registrado em dezembro de 2007 em Patos de Minas. O inquérito, concluído na terça-feira (19), foi aberto há 16 anos e era o mais antigo em andamento na delegacia da cidade.

Na época do crime, o corpo da vítima, de 43 anos, foi encontrado próximo ao aterro sanitário da cidade. Ela estava com uma corda amarrada no pescoço, apresentava sinais de estrangulamento e tinha estado avançado de putrefação.

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À reportagem, o delegado de Homicídios de Patos de Minas, Luiz Mauro Sampaio, explicou que a prima da vítima é a autora do crime e teve a ajuda do namorado na ação. Segundo ele, a mulher tinha problemas de saúde mental e era cuidada pela prima, que também administrava as finanças dela.

“A autora tinha intenção de prejudicar um desafeto dela, com quem tinha uma briga judicial por conta de uma casa. Então, ela matou a prima para imputar ao desafeto o crime. Ela chegou a colocar um bilhete falso na caixa de correios para incriminá-lo”, afirmou o delegado.

Segundo as investigações, o casal arquitetou todos os passos do crime. Primeiro, a dupla fez com que outros parentes da vítima saíssem da casa em que ela morava, deixando-a sozinha.

Em seguida, eles asfixiaram a mulher com uma corda, colocaram o corpo no porta-malas e o abandonaram perto do lixão. Para incriminarem o desafeto da autora, eles simularam que a mulher havia sido sequestrada por ele e fizeram ligações aos parentes e a uma vizinha pedindo o resgate da vítima, que já estava morta.

Ainda segundo o delegado, durante as investigações, a prima da vítima ameaçou e forçou as testemunhas a darem depoimentos com informações falsas, o que dificultou o andamento do inquérito.

Com o término das investigações, o casal foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e coação no curso do processo. A Polícia Civil ainda pediu à Justiça a prisão preventiva da dupla.

g1

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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