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Carne de abate clandestino é apreendida e descartada pelo IMA; multa chega a R$ 453 mil

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Um comerciante de 27 anos e um funcionário de 52 foram presos pela Polícia de Meio Ambiente, na manhã desta sexta-feira (15), depois de serem flagrados em um abate clandestino de animais bovinos. Servidores do Instituto Mineiro de Agropecuária receberam uma denúncia anônima e se dirigiram até Lagoa Grande, juntamente com uma guarnição da Polícia Militar de Meio Ambiente, onde flagraram o abate clandestino em pleno funcionamento. Os servidores apreenderam quase meia tonelada de carne imprópria para o consumo. Cerca de 400 kg de material animal foi descartado no aterro sanitário de Patos de Minas. Além de responder pelos crimes, os suspeitos ainda terão de pagar quase meio milhão em multas.

Era por volta de 05h30 quando servidores do IMA foram para uma fazenda no distrito de Lagoa Grande. Segundo eles, foram recebidas várias denúncias relatando que no local estaria funcionando uma espécie de abate clandestino de bovinos. Quando os servidores chegaram na fazenda, encontraram o abate clandestino em pleno funcionamento. Eles também se depararam com um ambiente extremamente insalubre.

De acordo com a Polícia Militar de Meio Ambiente, um homem de 52 anos é quem realizava o abate dos animais utilizando uma arma de fogo calibre .22. Ele foi flagrado portando o armamento. Já com o proprietário do local, os militares encontraram um recipiente com cerca de 257 munições. Os militares explicaram que o local não possui nenhum tipo de licença ambiental e contribui significativamente para a poluição uma vez que os dejetos e restos de animais são dispensados em uma espécie de vala improvisada.

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Um dos papéis do Instituto Mineiro de Agropecuária é garantir que a população não seja lesada e nem sofram qualquer tipo de prejuízo ao adquirir qualquer produto. O objetivo dos servidores é fiscalizar e garantir que um alimento seguro chegue até a mesa do consumidor. Além de violar os procedimentos adequados quanto ao bem-estar animal e abate humanitário, o abate clandestino é normalmente realizado em instalações extremamente precárias e inadequadas, com instrumentos e técnicas inapropriadas.

O proprietário de 27 anos e o funcionário de 52 anos foram presos em flagrante e conduzidos para a delegacia. Eles deverão responder por porte ilegal de arma de fogo, posse ilegal de munições, além de responderem também por crimes ambientais em razão da poluição e da inexistência de licença ambiental. Eles também foram multados em R$453.321,00.

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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